quarta-feira, 9 de julho de 2008

MANSIDÃO DO MEU SER

Na mansião do serrado de transição,
Onde a paisagem converge no horizonte,
Que só acaba prás bandas do São Francisco,
Linhas retas/curvas da geometria os montes.

A solidão faz parte do glossário de um transeunte,
No frio da noite, norteado pelas estrelas,
Barras da madrugada junto ao Rio Grande,
Mareados raios de luz da manhã sem conte-las.

Desnuda um campo de flores, flor nativa,
A fragância da flor e o cheiro da terra me fazem desperto,
Não prende, não amarra e nem cativa,
No grito que rompe o silêncio, grito liberto!

O barqueiro atemporal da providência,
Atravessa a região na magia das correntes d'água,
Além do alimento essencial, há essência!
Abandona as antigas vestes sem mágoa.

Agora é luz, é sol ou uma partícula de argila,
Na mansidão do teu seio, oh! Mãe terra,
Que alimenta e afaga sem arguí-la,
O seu filho guerreiro das causas sem guerra.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Extraterrestre de plantão

Hey baby cadê minha nave espacial? Cadê nossa viajem inter-espacial? Cadê nosso turismo intergaláctico?
Não sou nenhum inter, Inter? Hey Baby...
Não sou nenhum internauta desavisado.
Sou apenas um boy de bode, que acha que pode:
- Pagar impostos. Impostos? Perfazem 140 dias de trabalho ao ano.
- Ficar em silêncio, pois tudo que disser será usado contra.
- A cada passo dado, parado, ajoelhar e agradecer ao senhor, aos senhores...
- Pela vida que nos é dada, pelo direito de viver na terra, pela nossa insensatez.
É! Alguma coisa está errada baby, será que seremos encaminhados para reparo? Ou seremos tirados da linha de montagem?